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11 Mar 2009 
As áreas de Contabilidade, Auditoria, Perícia, Assessoria e Consultoria Contábil, vivenciam uma quebra de paradigmas oriunda dos efeitos produzidos pela “ERA DA TRANSPARÊNCIA E DA TRANSFORMAÇÃO”, caracterizada pela Crise Financeira Americana, evolução dos aparelhos fiscalizatórios e cenário econômico diferenciado. Nesse contexto, a satisfação da empresa cliente é valorizada e expressões como Planejamento Empresarial, Diagnóstico Empresarial, Marketing, Comunicação, Qualidade em Serviços, Capacitação e Qualificação dos profissionais, e demais atributos, se configuram como elementos obrigatórios a serem analisados por todos os que militam no campo, em conseqüência do fato em constante mutação a relação profissional/empresa cliente está gradativamente em análise. Partindo desse pressuposto, é possível observar que o sucesso efetivo na prestação de serviços citados também enseja dos seus profissionais habilidades não restritas apenas no seu limite de atuação, mas que contemplem campos diversos do conhecimento como, por exemplo, a administração. Isso considerando que essa área engloba fatores como planejamento, definições de estratégias, gestão de recursos materiais, humanos econômicos e financeiros, ou seja, componentes representativos e fundamentais para o estabelecimento da diferenciação necessária ao êxito do profissional da área em uma conjuntura configurada por ampla concorrência existente. A empresa que não cuidar do seu controle interno focado numa contabilidade transparente que gere demonstrativos contábeis e financeiros embasados em documentação proba e licita, e com registro de suas competências essenciais e especificas poderá fracassar ou desaparecer na mesma velocidade em que as mudanças ocorrem hoje em dia. É necessária uma mudança cultural e de ações da gestão empresarial, demonstrando maior sintonia e sinergia com o registro dos fatos contábeis, deixando de lado certas práticas não convencionais que hoje são de fácil identificação pela fiscalização. É muito preocupante que alguns profissionais e gestores de empresas ainda não tenham percebido o moderno sistema de fiscalização empreendido pelos órgãos fiscaliza tórios, visando textualmente á redução da sonegação fiscal, e, portanto, exigindo de ambos (profissionais e empresa cliente) uma postura no mínimo diferenciada sob pena de sofrer com excessivas multas pecuniárias que poderão inviabilizar economicamente o empreendimento. Estamos vivenciando uma crise financeira de grandeza inimaginável, onde não sabemos até quando podemos suportá-la, e principalmente por não conhecer a sua limitação periódica o que nos causa maior intranqüilidade, haja vista, a redução do mercado consumidor, redução da moeda em circulação, agravamento do número de faturamento, elevação dos estoques, redução do capital circulante, restrições e exigências na obtenção de créditos junto a instituições financeiras, juros estratosféricos, mercado externo com elevação de protecionismo, empresas e bancos em situação declinante, demissão em massa de colaboradores, e demais fatos que impedem a busca da estabilização econômica. A capacidade técnica do profissional representa o item de maior relevância, agregada a conhecimentos complementares que poderá resultar na sustentabilidade e continuísmo do empreendimento, onde podem ratificar a importância do desenvolvimento dessas habilidades pessoais com vista á atração de fidelizar a empresa cliente. Motivado pela globalização econômica, a temática prioritária no campo empresarial passou a ser a competitividade, ou seja, a necessidade de se impor em um mercado sem fronteiras fez com que as economias substituíssem o trabalho humano pela eficiência e perfeição da alta tecnologia, muitas vezes gerando desemprego ou realocando colaboradores para funções mais especificas. A necessidade da busca de um perfil profissional vem se modificando anualmente, quase acompanhando a evolução dos processadores dos computadores pessoais. O mundo muda, os países mudam, as organizações mudam e automaticamente e em função de uma pressão vertical descendente os profissionais precisam mudar para acompanhar as exigências do mercado. Segundo pesquisa do Departamento de Desenvolvimento Gerencial IETEC, “A globalização agregada à crise financeira e a evolução de novas tecnologias somadas à formação profissional alijam uma série de pessoas. Os profissionais não estão acompanhando o desenvolvimento tecnológico, as mudanças de mentalidade e de comportamento.” O mercado necessita de profissionais mais qualificados para atender as demandas das empresas, e a formação do profissional deve se voltar á uma abrangência macro do mercado global onde se situa o produto e empresa. Lamentavelmente a pesquisa ratifica e constata uma evidência que macula o prestador de serviços em contabilidade e setores afins, pois os atuais serviços de Setor Fiscal, Setor de Pessoal e Setor de Contabilidade, estão sendo substituídos por sistemas computadorizados e as obrigações sociais e tributárias e os relatórios, passam a exigir desses profissionais estudos categorizados com maior qualificação e capacitação para interpretar e oferecer sugestões positivas á empresa cliente. Para responder a tantas mudanças, o mercado sugere a necessidade de um novo perfil profissional. Segundo a diretora da AMRH, cita que “As empresas não mais precisam de profissionais eminentemente técnicos, e sim de pessoas voltadas para processos de interpretação, elaboração e transformação”, e os profissionais precisam estar sintonizados com essa nova tendência do mercado. Os padrões de desempenho e de qualidade dos recursos são extremamente complexos e diferenciados, variando de acordo com o nível hierárquico, com a área de atividade, com a tecnologia aplicada e com o tipo de atividade atribuída. O quadro atual busca a quebra de velhos paradigmas, passando a observar novas posturas e comportamentos coerentes com a nova ordem, dos quais alguns pontos merecem destaques dentre os demais, quais sejam: a)Educação continuada em conhecimentos específicos, habilidades e atitudes comportamentais; b)Envolvimento e participação ética e com credibilidade; c)Comunicação vertical e horizontal transparente e eficaz; d)Treinamentos contínuos. Em sentido lato e em consonância ao tema do presente artigo é inegável que temos um longo caminho a percorrer, mas devemos observar o fator tempo para que possamos continuar na mesma atividade econômica existente. Autor: Elenito Elias da Costa Contato: elenitoeliasdacosta@globo.com Contador, Auditor, Analista Econômico e Financeiro, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, Consultor do Portal da Classe Contábil, da Revista Netlegis, articulista do Interfisco, do IBRACON — Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Boletim No.320), autor de vários textos científicos registrados no Instituto de Contabilidade do Brasil, autor de artigos publicados na Revsita CTOC em Portugal, sócio da empresa IRMÃOS EMPREENDIMENTOS CONTÁBEIS S/C LTDA

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02 Mar 2009 
Elenito Elias


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17 Nov 2008 
Elenito Elias


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14 Out 2008 
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15 Set 2008 
Elenito Elias


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